Jovem executiva africana caminhando pela rua

Quanto tempo os analistas desperdiçam na preparação de dados?

Estratégia   |   Alteryx   |   7 de agosto de 2026 TEMPO DE LEITURA: 8 MINUTOS
TEMPO DE LEITURA: 8 MINUTOS

Se você é um analista sênior, já sabe a resposta lá no fundo. Você se sentou na segunda-feira de manhã para investigar um pico de churn e, na quarta-feira, ainda estava juntando três exportações, corrigindo uma coluna que havia sido importada como texto e explicando a uma parte interessada por que os números deste trimestre não batiam com os da apresentação do trimestre passado. A análise propriamente dita começou na quinta-feira à tarde. Se é que começou.

Está na hora de definir um número confiável para quanto tempo o preparo de dados realmente consome. Depois, você precisa avaliar como as equipes podem reduzir esse tempo, os prós e contras de cada opção, o que buscar em uma solução e como construir a argumentação internamente. Assim, poderá decidir o que melhor se adapta à sua situação, em vez de simplesmente aceitar o problema.

Quanto tempo os analistas realmente gastam no preparo de dados

O preparo e a limpeza de dados continuam sendo algumas das tarefas que mais consomem tempo em analytics, e pesquisas recentes confirmam essa realidade. Você provavelmente já ouviu a velha história de que profissionais de dados passam 80% do tempo preparando dados e 20% analisando-os. Mas, sejamos honestos sobre esse número: ele remonta a uma pesquisa de 2016, e ferramentas melhores provavelmente reduziram esse percentual desde então. Portanto, trate os 80% como folclore, não como um fato atual (Informa TechTarget).

A realidade atual é menos organizada, mas mais confiável. Na pesquisa State of Analytics Engineering de 2024 da dbt Labs, mais da metade dos profissionais afirmou que organizar dados para análise era a tarefa individual que mais consumia seu tempo, e 57% apontaram a baixa qualidade dos dados como o problema mais frequente, acima dos 41% registrados dois anos antes (dbt Labs, 2024). A edição de 2025 revelou que o padrão continua: 56% ainda apontaram a baixa qualidade dos dados como o desafio mais frequente, mesmo com as ferramentas de IA ganhando espaço entre as prioridades (dbt Labs, 2025).

Vale destacar uma ressalva importante: muitas dessas pesquisas consideram "cientistas de dados" e "profissionais de dados", e não "analistas" especificamente. Mas o trabalho é bastante semelhante. Quer você esteja desenvolvendo um modelo ou preparando um relatório de variância mensal, não é possível começar até que os dados estejam limpos, combinados e confiáveis. E o nível de exigência continua aumentando, com uma expectativa cada vez maior de que os analistas validem e atestem a qualidade dos dados, além de realizar a própria análise (dbt Labs).

Onde você perde as horas

"Preparo de dados" parece uma única tarefa. Na verdade, são quatro, e cada uma cobra seu preço silenciosamente.

  • Localizar e conectar os dados: os números de vendas estão em um sistema, os gastos de marketing em outro, e a lista definitiva de clientes é uma planilha que alguém renomeou como "FINAL_V3". Exportar, baixar e reimportar os dados é o ato de abertura pouco glamouroso de quase toda análise.
  • Limpar o que você encontra: valores nulos, espaços em branco no final, uso inconsistente de maiúsculas e minúsculas, datas em cinco formatos e um campo que mistura "NY", "New York" e "N.Y.". Deixe passar um deles, faça uma junção com base nesse campo e seus totais estarão discretamente errados.
  • Remodelar e combinar: os dados brutos raramente chegam no formato de que sua análise precisa. Por isso, você faz a pivotagem, agrega dados, divide uma coluna e combina duas fontes com base em uma chave que quase coincide.
  • Fazer tudo de novo na próxima semana: esse é o custo cumulativo. Você prepara os mesmos dados novamente para o relatório recorrente, repete o processo quando o esquema de origem muda e faz tudo mais uma vez quando um colega precisa de um recorte ligeiramente diferente. A preparação manual não é uma taxa pontual, é uma assinatura que você não pode cancelar.

Os custos ocultos do preparo manual de dados

As horas perdidas são o custo mais óbvio. Os outros podem causar ainda mais danos e vale a pena destacá-los, pois são justamente os argumentos que você poderá usar para justificar uma mudança mais adiante.

  • Erros: a limpeza manual favorece erros, como uma vírgula decimal fora do lugar, uma conversão de data incorreta ou um filtro que descarta linhas silenciosamente. Um pequeno erro não permanece pequeno: ele se propaga para as decisões tomadas com base nele.
  • Inconsistência: quando três analistas limpam os mesmos dados, cada um à sua maneira, você obtém três versões da verdade e uma reunião para discutir qual delas está correta.
  • Decisões lentas: cada hora gasta na preparação é uma hora a mais de espera para a parte interessada. "Podemos detalhar isso por região?" é uma pergunta que deveria levar uma tarde para responder, mas acaba se arrastando até a semana seguinte.
  • Custo de oportunidade: você não se tornou um analista sênior para ser um zelador de dados em tempo integral. Quando as tarefas básicas continuam se acumulando, fica impossível encontrar tempo para o trabalho interpretativo e de maior valor que você não pode, e não quer, automatizar.

Quatro maneiras de as equipes reduzirem o tempo de preparo de dados e os trade-offs

Não existe uma única resposta certa, e a maioria das equipes usa uma combinação das quatro abordagens abaixo. A melhor opção depende da tarefa em questão.

Abordagem Ideal para Pontos fortes Trade-offs a considerar
1. Planilhas e limpeza manual Análises pontuais, pequenas e ad hoc Todos conhecem, não exige configuração e oferece total flexibilidade Propensa a erros em larga escala, não é reutilizável, é difícil de governar ou auditar e não atende bem a grandes volumes ou necessidades recorrentes
2. Código personalizado e scripts SQL Analistas técnicos ou equipes com suporte de engenharia e necessidades de lógica complexa e personalizada Poderosa, precisa e compatível com controle de versão Exige habilidades de programação, cria risco de dependência de pessoas-chave, é demorada de transferir e dificulta a revisão por partes interessadas do negócio
3. Recursos de preparo de dados em uma ferramenta de BI Tratamento leve vinculado aos dashboards que você já cria nessa ferramenta Prática, não exige uma ferramenta adicional e funciona bem para o preparo da última milha Muitas vezes fica restrito à ferramenta de BI, é limitada para combinações complexas de dados ou automação entre várias fontes e pode fragmentar a lógica
4. Plataforma dedicada de automação analítica Preparação recorrente de dados de várias fontes por equipes com diferentes níveis de conhecimento técnico, que precisa ser reutilizável e governada Permite criar uma vez e agendar, oferece opções sem código e com código, ampla conectividade, linhagem e auditabilidade Exige um investimento em plataforma, incluindo custos, implantação e alguma curva de aprendizado, e pode ser mais do que o necessário para uma única tarefa descartável

Uma forma de interpretar essa tabela: planilhas e scripts não estão "errados", eles apenas se tornam mais caros quando o trabalho passa a ser recorrente e compartilhado. Se a maior parte do seu preparo de dados é pontual, uma plataforma pode ser um exagero. Se você refaz o mesmo preparo toda semana, com várias fontes, e outras pessoas precisam confiar nesse processo e reutilizá-lo, é exatamente aí que uma plataforma dedicada mostra seu valor.

O que procurar ao avaliar uma solução

Se você decidir que vale a pena solucionar o problema de preparação recorrente e compartilhada com ferramentas, avalie estes critérios. Use-os como um checklist ao comparar fornecedores.

  1. Reutilização e agendamento: você pode criar a lógica de preparação uma vez e executá-la novamente de forma automática ou precisa reconstruí-la a cada ciclo? No Alteryx One, a preparação é registrada como um fluxo de trabalho visual que pode ser reutilizado e agendado, permitindo que o relatório de segunda-feira seja executado antes de você acordar.
  2. Diferentes níveis de habilidade: a ferramenta deve atender a usuários sem código, de baixo código e com experiência em código, para que os analistas não precisem aprender a programar apenas para limpar dados e para que profissionais de Python e SQL não fiquem limitados.
  3. Conectividade com suas fontes reais: confirme se a ferramenta se conecta aos locais onde seus dados estão. O Alteryx One oferece mais de 100 conectores pré-configurados para fontes como Snowflake, Databricks e Salesforce, eliminando o vaivém manual de exportação e reimportação.
  4. Governança, rastreabilidade e auditabilidade: um colega de equipe consegue revisar a lógica? Você consegue mostrar como um número foi gerado? Um fluxo de trabalho visual é muito mais fácil de compartilhar e auditar do que um script que apenas uma pessoa entende.
  5. Assistência de IA que você pode validar e confirmar: a IA deve acelerar a criação sem assumir totalmente o controle. O Ask Alteryx é um assistente de chat no Alteryx One Designer capaz de sugerir e posicionar ferramentas, resumir e documentar um fluxo de trabalho, além de permitir revisar a saída antes de confiar nela em produção. Essa ressalva é um recurso, não uma falha.
  6. Dimensionamento adequado à sua escala: procure edições e preços que se ajustem à sua equipe. Para um analista sênior que executa analytics e geração de relatórios de ponta a ponta, a Professional Edition é um ponto de partida natural. A Enterprise Edition é mais adequada quando a automação e a governança precisam ser ampliadas em toda a organização.

Montando o caso internamente

A maioria das decisões sobre ferramentas de analytics envolve mais pessoas do que o analista que sente o problema. Se você estiver buscando apoio, fale com cada parte interessada nos termos que fazem sentido para ela.

  • A liderança se preocupa com o tempo recuperado e decisões mais rápidas e consistentes. Apresente a proposta como horas de trabalho dos analistas redirecionadas da limpeza para a análise e menos debates sobre "qual número está certo?".
  • A TI e a governança de dados se preocupam com o controle. Fluxos de trabalho reutilizáveis e visuais são fáceis de revisar e auditar, o que geralmente torna a governança uma conversa mais simples do que uma proliferação de planilhas e scripts pessoais.
  • Seus colegas querem saber como isso tornará a semana deles mais fácil. Um piloto curto em um relatório recorrente e trabalhoso costuma ser mais convincente do que qualquer apresentação.

Uma autoavaliação rápida

Você não precisa de um estudo formal para estimar o seu próprio número. Se essas perguntas fazem você estremecer, o tempo que está perdendo é um sinal de uma lacuna no processo, e lacunas no processo podem ser corrigidas.

  • Quantas horas por semana você gasta antes mesmo de a análise começar?
  • Quanto desse tempo é dedicado a um trabalho que você já fez antes, quase da mesma maneira?
  • Quando duas pessoas extraem "o mesmo" relatório, os números coincidem logo na primeira tentativa?
  • Se você tirasse uma semana de folga, os relatórios recorrentes continuariam sendo executados?

Trabalhando com mais inteligência

A preparação de dados nunca chegará a zero, e o objetivo não é esse. Uma preparação cuidadosa é o que torna a análise confiável. Mas há uma diferença real entre uma preparação que cria algo reutilizável e uma que você terá de refazer do zero na próxima segunda-feira. Para trabalhos pontuais, uma planilha ou um script rápido podem ser suficientes. Para trabalhos recorrentes e que envolvem várias fontes, dos quais outras pessoas dependem, uma plataforma que permite criar uma vez e reutilizar é geralmente onde as horas são recuperadas. Escolha a ferramenta de acordo com a tarefa e concentre seu tempo nas perguntas que só você pode responder.

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